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Entendendo o contexto
 Após o fim da Segunda Guerra Mundial, com o gigantesco parque industrial bélico estabelecido nos Estados Unidos, os empresários desse setor entenderam ter um “grande negócio” nas mãos: os lucros com a indústria da guerra e o poder que ela representava. Com a Guerra Fria, e a polarização ideológica e militar com a União Soviética, instituiu-se o que passou a ser chamado de “corrida armamentista,” quando a produção de equipamento militar começou a ganhar corpo e estabelecer-se definitivamente. Ao longo de décadas, ambas as potências fomentaram guerras e guerrilhas em todo o mundo, cada uma apoiando um lado do conflito. Com o fim da União Soviética abriu-se uma nova perspectiva para essa indústria e para a política dos chamados neocons (neo-conservadores), a expansão dos interesses do Estado americano por todo o mundo. A existência da União Soviética, como potência militar e ideológica, oponente aos EUA, não permitiria essa expansão e se apresentaria como um obstáculo intransponível, mantendo essa indústria equilibrada, apenas se equiparando como força militar. O desaparecimento desse oponente permitiu uma visão empresarial militar a longo prazo. Mas, como essa indústria se “alimenta” principalmente das verbas orçamentárias do Estado destinadas à defesa, seria preciso que o Estado norte-americano tivesse uma visão de expansão dos seus interesses como um projeto de governo, uma política externa agressiva. Dessa forma esse grupo representante da indústria de armas decidiu tomar o poder “democraticamente” no novo século que estava por começar, sendo um dos maiores, senão o maior, financiador da campanha presidencial de George W. Bush em 2000. Talvez, antevendo uma vitória nas eleições, esse grupo colocou no papel um projeto – que seria essa política externa agressiva, necessária aos seus interesses.

Então, em setembro de 2000, Dick Cheney, Donald Rumsfeld, Jeb Bush e alguns outros, estabeleceram uma organização chamada The Project for The New American Century - Projeto para o Novo Século Americano – PNAC, com o intuito de promover outro projeto intitulado Reconstruindo as Defesas da América – Rebuilding America's Defenses – RAD . Em sua estrutura estão definidas algumas premissas nas quais fundamentaram seus objetivos. Uma de suas mais importantes constatações, definidas no texto do RAD, é:

 Os Estados Unidos são a única superpotência do mundo, associando o poder militar predominante à liderança tecnológica global, e à maior economia do mundo. Além disso, a América encabeça um sistema de alianças que inclui outras forças democráticas no mundo. No presente, os Estados Unidos não enfrentam nenhum rival global. A grande estratégia da América deve preservar e estender esta posição vantajosa tão distante quanto possível no futuro. (introdução pág I)

 * A íntegra do texto em inglês pode ser encontrado no endereço: www.newamericancentury.org/RebuildingAmericasDefenses.pdf

 Contudo, para que o PNAC fosse colocado em prática, seus criadores tinham perfeito entendimento de que seria preciso o apoio da sociedade e da mídia americanas. Estas só se mobilizariam fragilizadas por um evento de grandes proporções e que as sensibilizasse a aderir a uma causa com força ideológica. Surgiria daí um processo revolucionário de tomada de poder no mundo pela potência dominante, os EUA. Mas, em função da extensão de objetivos e dificuldades óbvias desse processo, seria bastante longo o tempo para que este se concretizasse. Esta preocupação está descrita no texto da seguinte forma:

 O processo de transformação, mesmo trazendo mudança revolucionária, provavelmente será longo, a menos que haja algum evento catastrófico e catalisador - algo como um novo Pearl Harbour. (Capítulo I, Página 51)

 O que queremos apontar é, fundamentalmente, a existência de fortes indícios de que o governo George W. Bush tenha permitido a realização dos atentados de 11 de setembro em Nova York, e somente em Nova York, por meio de um bloqueio efetivo às ações de investigação dos principais serviços de segurança e inteligência dos EUA. Reiteramos “somente em Nova York,” porque entendemos que não houve ataque terrorista praticado pelos fanáticos muçulmanos ao Pentágono. Dedicaremos adiante um capítulo exclusivamente para abordar esse episódio, que se apresenta como uma farsa e que várias evidências apontam nesse sentido, como a ausência de qualquer tipo de destroços de um Boeing no local e a pequena dimensão dos estragos causados ao prédio do Pentágono, proporcionalmente ao que teria feito um Boeing 757.